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terça-feira, 8 de outubro de 2013

VER. PAULO FRANGE DISCORRE, EM ENTREVISTA À TV CÂMARA, SOBRE PONTOS DIVERGENTES DO PL DA OP. URBANA ÁGUA BRANCA E OS QUE DEFENDE

Foto: André Guimarães

O vereador Paulo Frange, presidiu ontem, dia 7/out.2013, a parte final da Audiência Pública sobre o PL da Operação Urbana Água Branca Expandida e, hoje, foi entrevistado pela TV Câmara sobre o assunto. Além de fazer um resumo da reunião, Frange falou sobre a sua posição em relação aos pontos ainda discrepantes do PL e as posições que defende.


Frange deixou claro que foi favorável ao aumento do valor do CEPAC (Certificados que garante o direito de se construir acima do hoje permitido), de R$700,00 para R$1.400,00, para residências, e de R$800 para R$1.600, para construções comerciais - o que garantiu a duplicação dos recursos para as contrapartidas da Operação.

Sobre os pontos que defende está a criação de três contas para os recursos arrecadados, uma para garantir as 630 casas populares da primeira operação, ainda não construídas; outra para as novas HIS – habitação de interesse social - e mais uma conta para as demais compensações.

Frange defendeu a ampliação do perímetro expandido e a inclusão de Pirituba na Operação, com a construção da Ponte de transposição sobre o Rio Tietê neste bairro, em consonâncias com o movimento popular, do qual foi porta-voz junto ao Prefeito nesta questão.

O vereador se mostrou contra o prolongamento da Av. Auro Soares de Moura Andrade até a Rua Constança, na Lapa, defendeu a manutenção da proposta inicial, que é o prolongamento até a Av. Santa Marina; assim como é contra o aumento do gabarito dos prédios, que passou, pela última proposta do Executivo, de 42 para 80 metros. Defende uma altura média nesta questão.

Sobre a cota do terreno, que sofreu alteração, de 30m2 para 45m2, Frange também se mostrou contra a alteração, pois isso permitirá menor adensamento, o que contraria a proposta da própria Operação, que é adensar essa área. 

Outro ponto discordante diz respeito à permissão de construção de dois subsolos nas edificações. Defende que todas tenham um só subsolo.

O vereador Paulo Frange quer também a obrigatoriedade de que toda a fiação local seja enterrada pelas concessionárias de serviços e é contra a construção das valas técnicas com dinheiro da Operação Urbana.

Sobre a construção de HIS – habitação de interesse social, cujo índice proposto pelo Executivo é de 20%, Frange defendeu que o texto tenha o termo: “no mínimo de 20% do valor arrecadado”. E que seja mantida a construção de 5 mil moradias e não 3 mil como agora.

Por fim, defendeu que os prédios tenham somente uma vaga de garagem como não-computável e não três como é proposto, ou seja, se construir mais vagas, tem de pagar mais CEPACs. Outra defesa que fez: as canalizações devem ser a céu aberto e não fechadas, como proposto pelo Substitutivo do Executivo.

.... Em breve o áudio da entrevista, assim que a TV Câmara liberar.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

VEREADOR PAULO FRANGE É ENTREVISTADO PELA TV ÊXITO/ RÁDIO TRIANON E FALA SOBRE AS DIFERENÇAS ENTRE AS OPERAÇÕES URBANAS ÁGUA BRANCA INICIAL E A EXPANDIDA QUE SERÁ VOTADA NA SEMANA QUE VEM



O vereador Paulo Frange foi o convidado, nesta quinta-feira, dia 3/out.2013, e deu entrevista ao programa Gente que Fala, transmitido ao vivo e simultaneamente pelas Rádios Trianon AM-749 e 810 AM, de Santos, e TVs Êxito e TV Guarulhos. Frange discorreu sobre a Operação Urbana Água Branca, explicando a diferença entre a antiga Operação, aprovada há 18 anos, e a atual, a Expandida, que será votada nesta semana.

O vereador Paulo Frange esclareceu que o empreendimento "Nova Perdizes", já aprovado e em construção, utilizou-se da primeira Operação, em área de 5 mil m2 e que cumpriu todas as exigências da Lei, inclusive com a criação de um parque público de 50 mil m2 e recolheu cerca de 113 milhões (via outorga onerosa) somente na fase atual e R$100 milhões anteriormente – isso por ter comprado o direito de construir acima do permitido por lei.

Pela nova Lei, segundo Frange, esse valor seria muito maior, com a previsão de arrecadação de R$4 bilhões, agora através de CEPAC’ – certificados que serão leiloados via Bolsa de Valores - sendo que 20% deste montante deverão ser destinados à construção de moradia de interesse social, tendo como contrapartida a urbanização de 18 favelas e a construção de moradia de interesse social. Outras contrapartidas previstas: a construção de uma avenida, entre Barra Funda e Av. Santa marina e, agora, a construção da Ponte de Pirituba.

Paulo Frange falou sobre outros assuntos. Assista o programa:http://www.youtube.com/watch?v=NRbpP-Affvw

terça-feira, 13 de agosto de 2013

VER. PAULO FRANGE DEFENDE REDUÇÃO EM 50% O VALOR DE CEPAC PARA EDIFICAÇÕES HOSPITALARES NA ÁREA DA OPERAÇÃO URBANA ÁGUA BRANCA


Vereador Paulo Frange
O vereador Paulo Frange, Líder do PTB na Câmara Municipal, propôs em seu substituto ao PL 505/2012 do Executivo, que trata da Operação Urbana Consorciada Água Branca – OUCAB - (Expandida) a redução de 50% do valor da CEPAC para edificações hospitalares no perímetro da OUCAB. Leia o Editorial do jornal “O Estado de S. Paulo”, que tem o título : “O déficit de leitos hospitalares”, de 4/08/2013, para entender melhor a proposta de Frange.

CEPAC é o Certificado de Potencial Adicional de Construção, um título imobiliário comercializado na Bolsa de Valores ou Mercado de Balcão Organizado, utilizado para pagamento pelo potencial adicional de construção.

ACESSE, OU LEIA, ABAIXO.

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04 de agosto de 2013 - Editorial de O Estado de S.Paulo

O déficit de leitos hospitalares

Enquanto o governo federal gasta tempo e energia com o seu polêmico programa Mais Médicos, os verdadeiros problemas da saúde - a falta de leitos hospitalares e a desatualização da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) - continuam a se agravar. A ausência de médicos em regiões carentes - seja por falta desses profissionais, como pretende o governo, seja por sua má distribuição - é uma questão menor, se comparada com o risco de colapso do sistema de saúde, que pode ocorrer se não for enfrentada com determinação a crise por que passam os hospitais.


Os dados de um levantamento realizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), publicados pelo jornal Valor, são altamente preocupantes. Eles permitem montar dois cenários. No mais otimista, se o crescimento do número de clientes dos planos de saúde for de 2,1% ao ano, serão necessários pelo menos 13,7 mil novos leitos até 2016, com investimentos estimados de R$ 4,3 bilhões. Essa projeção considera o desempenho do setor no ano passado, de 2,1%, o menor registrado nos últimos sete anos.

Se a tarefa já é difícil nessas bases, a situação se complica ainda mais no cenário em que se considera a média de crescimento do setor nos últimos cinco anos, que foi de 4,1%. Nesse caso, que é o mais realista, a necessidade de novos leitos sobe para 23,2 mil, com investimento de R$ 7,3 bilhões. Consulta feita pelo Valor junto a 20 grupos hospitalares revelou que eles planejam abrir apenas 4,3 mil leitos até 2016, isto é, pouco menos de um terço do necessário no melhor cenário.

Em vez de aumentar, acompanhando a demanda, o número de leitos nos hospitais públicos e privados diminuiu de 453.724 para 448.954 (4.770 a menos), entre 2007 e 2012. Atualmente, o Brasil tem 2,3 leitos por mil habitantes, taxa inferior à do padrão estabelecido pela Organização Mundial da Saúde, que vai de 3 a 5.

Como se chegou a essa situação? Nos últimos cinco anos foram fechados 286 hospitais, o que agravou o déficit que já se acumulava. A maior parte deles - lembra o presidente da Anahp, Francisco Balestrin - era de hospitais que atendiam pacientes do SUS e dos planos de saúde. "Eram hospitais pequenos, normalmente localizados no interior ou na periferia, que precisavam do SUS como complemento de receita", diz ele. Aí está uma das causas principais da crise da saúde no Brasil - a defasagem da tabela de procedimentos do SUS, que cobre apenas 60% dos custos.

Não há como sobreviver por muito tempo nessas condições e a prova está aí. As Santas Casas e os hospitais filantrópicos têm conseguido resistir graças a atos de benemerência, ao endividamento junto aos bancos, cujas taxas de juros são o que todos sabem, e a medidas emergenciais de socorro adotadas de tempos em tempos pelo governo. Uma situação que não pode mais durar, pois chega a seu limite. Essas entidades já estão se aproximando perigosamente da situação sem saída em que se viram aqueles 286 hospitais.

Como elas são responsáveis por 45% das internações do SUS e 34% dos leitos hospitalares do País, é evidente que seu eventual colapso será também o de todo o sistema de saúde pública. Há muito tempo que sucessivos governos lidam de maneira irresponsável com esse problema, acreditando que haverá sempre um "jeitinho" - com uma ajudazinha aqui e outra ali - de evitar a falência das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos. Mas, como o dinheiro referente aos 40% dos custos que o SUS não cobre não cai do céu, o tempo está se esgotando. A melhor prova disso - se é que alguma prova ainda era necessária - é o fechamento dos 286 hospitais que dependiam do SUS.

Para sair da grande crise que se avizinha, é indispensável começar a rever logo a tabela do SUS. Ao mesmo tempo, é preciso também encontrar formas de financiamento a longo prazo para a construção de novos hospitais, como defende Balestrin, o que depende do governo. No ponto a que se chegou, ou se age com rapidez ou as consequências serão desastrosas.

terça-feira, 2 de julho de 2013

VER. PAULO FRANGE DEFENDE MAIS CONSTRUÇÕES POPULARES NA ÁREA DA OPERAÇÃO URBANA ÁGUA BRANCA

Ver. Paulo Frange presidindo reunião de Audiência Pública
Foto: Cláudia Martins
O vereador Paulo Frange (PTB) participou de mais uma Audiência Pública sobre o Projeto de Lei – PL 505-2012 - que trata da Operação Urbana Água Branca Expandida, nesta segunda-feira à noite, dia 24/06/2013, na Câmara Municipal de S. Paulo, quando esteve presente Gustavo Partezani, diretor da São Paulo Urbanismo, para esclarecer e defender o PL do Executivo, que atualiza a Operação Urbana Água Branca anterior. Na nova versão foi incluída área localizada do lado oposto do Rio Tietê e alterou a forma de venda de estoques construtivos.


O vereador Paulo Frange disse que prepara Substitutivo ao PL original, assim como outros vereadores. Defendeu, por exemplo, o aumento no índice previsto de construção de Habitação de Interesse Social (HIS), de 15 para 20% do total do valor arrecadado, e que as construções das casas populares comecem proporcionalmente à arrecadação de *CEPAC, sem esperar o final da Operação, como ocorreu na primeira Operação.

Cobrou também o início da construção de 660 unidades de HIS devidas, da primeira Operação, e que não aconteceram até agora, embora já tenha terminado o período de arrecadação; outro ponto defendido pelo vereador Paulo Frange foi a adoção da Lei das Piscininhas (melhorada), ou seja, que cada edificação nova construída na área da Operação Urbana Expandida tenha reservatório subterrâneo, para amenizar o fator enchente, já que a área é de várzea.

O vereador Paulo Frange quer ver incluído no Substitutivo, no item do PL original, que refere-se a incentivos às edificações com área de fruição nas novas edificações, que esse incentivo aconteça somente quando a área de fruição for feita no andar térreo.

Entende-se por fruição em edificações a área livre entre prédios, quando de uso comum, sem muros ou outras barreiras, e de livre acesso.

Outra questão que defendeu foi maior clareza no que se refere a interligação entre os dois lados do Rio Tietê, que embora conste do projeto que será feita através de passarelas (privilegiando pedestres e bicicletas) e não por ponte, o que consumiria todos os recursos e priorizaria o uso de automóveis.
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*Os CEPAC (Certificados de Potencial Adicional de Construção) são valores mobiliários emitidos pela Prefeitura do Município de São Paulo, através da SP URBANISMO, utilizados como meio de pagamento de Contrapartida para a outorga de Direito Urbanístico Adicional dentro do perímetro de uma Operação Urbana Consorciada. Cada CEPAC equivale a determinado valor de m2 para utilização em área adicional de construção ou em modificação de usos e parâmetros de um terreno ou projeto.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

UMA BOA NOTÍCIA PARA SÃO PAULO ! Lei isenta o pagamento de imposto sobre Operações Urbanas


Foto: Cláudia Martins
O vereador Paulo Frange (PTB) subiu à tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira, dia 18/junho/2013, para dar uma boa notícia para São Paulo . Na realidade trata-se de um “aperfeiçoamento de normas de contabilidade pública”, como explicou, mas o dispositivo foi inserido na Medida Provisória (MP) n.º 618, do dia 05 de junho e, permite às prefeituras excluir do cálculo da receita líquida os recursos obtidos com operações urbanas – cujos termos foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo, de 15/junho/2013. Ou seja, São Paulo paga para o governo federal 13% da sua Receita Líquida Real, conforme definição da Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso representa quase 3 bilhões por ano ! 

A MP 618, ao permitir que as prefeituras excluam do cálculo das receitas líquidas reais correntes os recursos obtidos com a emissão de autorizações para construir - com a justificativa de que eles não têm a mesma natureza de impostos ou taxas - ela trás uma consequência sobre as finanças municipais que vai muito além da simples redução contábil da arrecadação. 

Neste ano, a Prefeitura paulistana não emitiu nenhum papel ligado à autorização para construir, ou seja, nem na forma de Outorga Onerosa e tampouco de CEPAC. O que existe é cerca de R$ 5 bilhões em autorizações concedidas no passado, das Operações Urbanas Faria Lima, Água Branca, Centro, Água Espraiada e, pela nova regra, fica incluído todos os títulos já emitidos.

Com a aprovação da nova Operação Urbana Água Branca, com potencial de venda de 2 bilhões de reais em CEPAC, nenhum centavo irá mais para pagamento de serviços da dívida de São Paulo. Isso aumenta nossa esperança !

A dívida do Município de São Paulo com o Tesouro Nacional supera R$53 bilhões. Ela é corrigida pelo Índice Geral de Preços ( IGP-DI) e calculado pela Fundação Getúlio Vargas, acrescida de juros de 9% ao ano. Assim, deixando de contabilizar esses recursos como correntes, a Prefeitura de São Paulo poderá economizar até R$ 650 milhões nas prestações que tem de recolher ao Tesouro..

Cabe agora a nossa manifestação política, no sentido de buscar em todos os partidos que compõe o Legislativo municipal, de apoio ou oposição ao governo Haddad , para que mobilizem seus Deputados na aprovação da MP 618, que além de reduzir o endividamento de S. Paulo, vai reduzir o valor das futuras parcelas até que haja o futuro repactuamento da dívida Cidade com o Governo Federal.

Na verdade, não se trata de erro no pagamento das parcelas da dívida de S. Paulo, mas trata-se de uma redefinição que atualiza a Lei de Responsabilidade Fiscal, quanto ao conceito de potencial construtivo, excluindo-o do rol daquele que compõem a Receita Liquida Real, como IPTU, ISS, multas, e outras taxas etc. 

O vereador Paulo Frange afirma que, há alguns anos, questionou esse assunto, mas não foi ouvido, até porque o chamado Alinhamento Federativo não existia, e a aproximação com o Governo Federal com a cidade de São Paulo acontece pela primeira vez desde o seu primeiro mandato.

“Trata-se de um gol bonito, técnico e no prolongamento do segundo tempo!” Afirma Frange. Afinal, 650 milhões de reais faz falta, e agora será naturalmente transformado em novos investimentos.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

VER. PAULO FRANGE PRESIDIU REUNIÃO TÉCNICA QUE INICIOU O DEBATE DA OPERAÇÃO URBANA ÁGUA BRANCA EXPANDIDA

Vereador Paulo Frange ao lado de Valdir Baratine, superintendente
de Desenvolvimento da São Paulo Urbanismo
Vereador Paulo Frange presidiu a reunião técnica da Comissão de Política Urbana nesta quarta-feira, dia 24/abril/2013, que recebeu Valdir Baratine, Superintendente de Desenvolvimento da São Paulo Urbanismo- SP Urbanismo, empresa vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) e responsável pela criação dos termos do Projeto de Lei (PL 505/2012) do Executivo que propõem a Nova Operação Urbana Água Branca, que substituiu à antiga, de 1995, com modificações importantes.

A Operação Urbana Água Branca, passa por revisão e o PL 505/2012 chega depois de 18 anos da aprovação da Lei 11774/95.

O vereador ressaltou que seria extremamente importante para os vereadores ouvirem as explicações técnicas sobre o novo PL, que têm alterações profundas, novos conceitos e inovações. A principal é a ampliação do seu perímetro, criando a Operação Expandida, que agora contempla áreas do lado à jusante do Rio Tietê, atingindo Freguesia do Ó, Limão e Casa Verde, Lapa, Santa Cecília, Perdizes entre outros.

Paulo Frange concorda com o novo projeto, pois a situação não pode continuar como está. Frange vem insistindo com o Governo desde 2005 para que houvesse estudo sobre a situação da região que perdeu suas características e a qualidade de vida.  Defende ainda que os R$340 milhões já em caixa, arrecadados, e depositados no Fundo da Operação Urbana Água Branca, sejam destinados integralmente ao perímetro da primeira Operação, ressaltando que R$143 milhões já estão destinados para obras de construção de túneis subterrâneos que irão despejar as águas de córregos hoje obstruídos e responsáveis pelas recorrentes enchentes na Av. Pompéia e Rua Turiaçu. Isso amenizaria as enchentes da região e daria um tratamento planejado aos problemas de macro e microdrenagem, crônicos nesse perímetro.

O vereador explicou que, para o novo perímetro, cujos recursos para a implementação das obras, devem vir de CEPAC’s(Certificados de Potencial Adicional de Construção), os pagamentos de contrapartida para as novas construções .  Na Operação anterior foram usados a Outorga Onerosa do Direito de Construir, também conhecida como “solo criado”, vendida para quem construir acima dos limites. Ambas as opções são responsáveis pelo financiamento das obras previstas nas Operações Urbanas.

O técnico da São Paulo Urbanismo apresentou uma seleção de imagens e explicou, ponto a ponto, as proposições do PL – que já foi aprovado em primeira votação – mas que, segundo o vereador Paulo Frange sofrerão alterações, com sugestões dos vereadores, que, por sua vez, coletarão sugestões da comunidade, através de Audiências Públicas futuras. Estão prevista agora a intervenção e reurbanização de 16 núcleos de favelas e passarelas sobre o Tietê, para pedestres e bicicletas. Ou seja, os recursos novos, serão parte dos investimentos nas construções de Habitações de Interesse Social dessas áreas.

Outras novidades, explicou o vereador Paulo Frange, referem-se ao novo traçado urbanístico da área a ser adensada e que foi retraçado, dividindo terrenos enormes de hoje para outros menores, com novo arruamento, sempre privilegiando o pedestre, com calçadas generosas e bulevares, criação de ciclo-faixas, além da proposta de os edifícios terem “fachadas ativas”, ou seja, com lojas e vitrines para ter maior circulação de gente e mais vida, além de ser incentivada a construção com “fruição pública, ou seja, edificações com áreas privadas, mas de circulação (interna ou externa) – tudo dentro do conceito do Novo Urbanismo”. Outros Setores passarão por reloteamento.

Uma questão não entendida, e questionada por Frange, foi a criação de Fundo Imobiliário, a ser tratado pela iniciativa privada em pareceria com a SP Urbanismo. Ficou acertado entre os vereadores, ouvir especialistas do setor, para melhores esclarecimentos.

O Vereador Paulo Frange deixou claro que as questões políticas, envolvendo o projeto, seriam tratadas em outras esferas e que, o objetivo da reunião foi o de ambientar os mais interessados e os próprios vereadores sobre as reformas propostas pelo PL, o que foi feito de forma eficaz e competente por Vladir Baratine, da São Paulo Urbanismo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

OPERAÇÃO URBANA AGUA BRANCA: 18 ANOS DEPOIS, A REVISÃO DA LEI 11774 DE 1995.




No ano passado, recebemos o PL 505/2012 na Câmara Municipal de São Paulo, que trata da revisão da Operação Urbana Água Branca.

Atualmente, temos vigente uma Lei de 1995, que completará 18 anos em maio, e que foi naturalmente pensada e planejada no início da década de 90. Há muito, está defasada da realidade de intervenção urbana, além de ter sido nociva para a região da Água Branca.

Essa Lei permitiu uma desordem urbana, selvagem e com grande impacto no trânsito, transformando a beleza e a qualidade de vida do lugar em um amontoado de prédios, sem nenhuma contrapartida em infraestrutura e nem cumprindo a Lei que obriga a construir habitações de interesse popular, com 10 % dos recursos arrecadados da iniciativa privada.

A falta de investimento, por 17 anos, com muito dinheiro na conta específica para recebimento da famigerada Outorga Onerosa, calculada por valores médios contratados pelo próprio investidor, levou a muita desconfiança e até pedidos de CPI. Nada foi investido dos quase R$400 milhões arrecadados, exceto numa imensa quantidade de projetos que se sucederam sem resultados práticos.

O resultado foi o aumento das enchentes e, atualmente, um caos a cada chuva, mesmo que pequena, como se fosse uma revolta da natureza para tantos desmandos.

Apenas, agora, com o acelerar do processo licitatório, ocorrido no ano passado, uma obra de drenagem robusta e que vai consumir R$143 milhões, poderá amenizar tanto sofrimento e tratar os córregos Água Preta e Sumaré com o respeito que merecem. Esses recursos são oriundos da Operação Urbana, e estão em conta vinculada. Portanto, essa obra sairá com certeza.

Fui crítico dessa operação, desde o ano 2000. E fiz inúmeras convocações para ouvir o Executivo, ao longo desses anos. Só vimos projetos! Há três anos, tivemos um compromisso da gestão anterior, que teríamos uma revisão da Lei. Sou morador da região e,  por duas vezes, perdi todo meus equipamentos do consultório que tinha na esquina da Av. Pompéia com Turiassu. Depois de mudar para uma quadra de cima, na Tua Venâncio Aires, estou assistindo as águas subindo a Avenida Pompeia.

O PL 505/2012 foi aprovado em primeira votação, agora em abril, mas de nada adiantaria, parado e sem o movimento da sociedade. Aprovado, passará por várias Audiências Públicas, inclusive na região da Pompéia. Esse é o mesmo projeto que já passou por varias Audiências, quando do licenciamento ambiental, pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, quando recebeu, inclusive, alterações, uma delas a retirada de um prolongamento de via, destruindo uma vila que certamente beneficiaria apenas um shopping center.

Trata-se de matéria complexa, que vai requerer ampla participação da população, dos vereadores e do Executivo. São 73 artigos, em 23 páginas, com anexos, quadros e plantas. Missão para muito debate e polêmicas. O importante é lembrar que foi escrito no governo anterior e que, seguramente apresentará mudanças para o texto final, com sugestões do Legislativo e das Audiências Públicas.   

O novo projeto prevê uma mudança no perímetro, e um perímetro expandido, na dependência de licenciamento por parte do Município. Vamos ter que conhecer melhor essa novidade do perímetro expandido.  Basicamente, a Operação Urbana fica entre a Marginal Tiete, na altura da Ponte da Freguesia do Ó, Comendador Martinelli, até Av. Dr. Abrãao Ribeiro, Av. Pacaembu, até Paraguaçu, Traipu, Turiassu, Ministro Godói, Av. Francisco Matarazzo, Av. Antártica, Carlos Vicari, Santa Marina, Ermano Marchetti, seguindo pela Av. Comendador Martinelli, ponto inicial.

Esse território será dividido em setores e subsetores. Cada um deles terá regras definidas para utilização. Por exemplo: Subsetor A2 é o espaço onde temos os Centros de Treinamentos do São Paulo e do Palmeiras, que segundo a Lei, passará a incorporar ao Parque Urbano a ser criado no setor A1, findo as concessões.  Será ? Uma vence em 2022 e a outra em 2078. Será que vamos tirar esses centros de treinamentos de onde estão?  

No subsetor A1 haverá projeto de urbanismo específico, com 20% de sistema viário, 40% de áreas verdes 15% de uso institucional e 25% de empreendimentos imobiliários. Esse e outros setores poderão passar por reloteamento.  Cada um, com características particulares do uso do solo.

A proposta dessa Operação Urbana é incentivar construção de empreendimentos de uso misto, com maior número de unidades habitacionais, para diferentes faixas de renda e melhor aproveitamento dos terrenos; incrementar o sistema de transportes, melhorar a infraestrutura de drenagem, promovendo harmonia com uso e ocupação do solo e com os preceitos do plano urbanístico.

Essa Operação Urbana será consorciada, com a participação dos proprietários, moradores, usuários e investidores. E as regras se aplicam para toda aprovação de projeto com mais de 500 metros quadrados. O artigo 59 do PL prevê a criação do Grupo de Gestão da Operação Urbana Água Branca, com representantes do Executivo, das diversas secretarias envolvidas e oito representantes das entidades da sociedade civil, para período de dois anos, que passarão a deliberar sobre o plano de prioridades para implementação das intervenções.

No capítulo das definições, há o avanço dos CEPAC- Certificado de Potencial Adicional de Construção, que é um título de mobiliário comercializado em Bolsa de Valores para pagamento do potencial adicional de construção, uma vez que será permitido até quatro vezes a área do terreno, e assim haverá transparência e obediência à irrevogável lei de mercado.

Para essa Operação teremos a Outorga Onerosa de Potencial Adicional de Construção, a definição de estoques máximo para uso residencial e comercial. Para uso residencial, o máximo de 1.050.000 metros quadrados, e 800.000 metros quadrados para comercial. Nos quadros da Lei haverá os estoques por setor e cada subsetor. Total de 1.850.000 metros quadrados.

Uma outra situação é que, para usos residenciais que não correspondam a unidades habitacionais não incentivadas, fica limitada a 525 mil metros quadrados, ou seja metade do total.

Os CEPAC - Certificados de Potencial Adicional de Construção - serão emitidos proporcionalmente ao valor do metro quadrado para o setor e uso, com pagamento à vista ou parcelados, mas com 15 % de entrada e, no máximo, 10 prestações mensais, e administrados pela SP-Urbanismo.

Uma preocupação que sempre tive, foi a velocidade da produção imobiliária na região, sem planejamento. O medo era ficar aguardando nova lei e os projetos sendo protocolados, gerando insegurança e direitos. O PL 505/2012 contemplou, no seu artigo 68, uma de nossas provocações: "Os pedidos de adesão à nova Operação Urbana Água Branca, protocolados até 11 de abril de 2012, data da expedição da Licença Ambiental Prévia para revisão da Operação Urbana, ainda não apreciados pela Câmara Técnica de Legislação Urbana, serão avaliados pela lei 11774 ainda vigente, com os estoques ali autorizados".

O que temos de fato, agora, é a oportunidade da mobilização e do debate.  Fazer justiça com o que temos em caixa hoje. A região sofreu muito e não podemos deixar de proteger esses recursos já arrecadados para, prioritariamente, atender esses anseios e danos. Caso contrário, esses mesmos recursos poderão ser diluídos dentro de um perímetro maior e ainda por ser estruturado. 

Por fim, não podemos ficar como estamos ! Temos que agir, com serenidade e celeridade. Já perdemos tempo demais e o aquecimento econômico e a ganância dos empreendedores, aliados com uma legislação ultrapassada, já fez estragos demais na paisagem urbana da região, afugentando daqui a qualidade de vida. Vamos para o debate. Vamos trocar ideias, aprender muito e trabalhar pelo espaço que amamos.