quinta-feira, 12 de março de 2015

RESULTADOS DA REUNIÃO DO FÓRUM DA EDUCAÇÃO COM O SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO GABRIEL CHALITA


O FEI (Fórum da Educação Infantil) recebeu em sua assembleia ordinária mensal, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo o novo secretário de Educação do Município, Gabriel Chalita. O anfitrião do FEI e quem presidiu a reunião foi o vereador Paulo Frange (PTB). Presentes cerca de 500 representantes de entidades gestoras e parceiras das creches conveniadas da Prefeitura.
Os dirigentes das entidades expuseram dificuldades e contradições enfrentadas na relação com a Secretaria Municipal de Educação, entre estes, as ordens conflituosas dadas pelas DRE's – Diretorias Regionais e Educação; mau atendimento às parceiras pelas DRE’s; indefinições sobre procedimentos nas férias e recesso; alteração da Portaria de convênios; merenda escolar e questões ligadas à demanda.
PAULO FRANGE
O vereador Paulo Frange explicou que tem havido ausência de convergência na relação Secretaria e FEI, mas o que o Fórum busca é uma sinergia e não o confronto nas questões expostas. Disse que “não há como gerir a educação Infantil sem as organizações sociais”. Esclareceu que no FEI não há partidarismo e que as relações com a Secretarias são técnicas.
Frange sugeriu a adoção de critérios, como a certificação das creches, o que não existe; que DRE's falem a língua do secretário, que respondam ao secretário, para evitar contrariedades. Explanou ainda sobre a questão da merenda – “lá na ponta não onde compra, mas no que é entregue, que não corresponde ao que foi comprado”. Defendeu a necessidade de que a relação entre a Secretária de Educação e as entidades conveniadas seja regida por uma Lei e não por uma Portaria, como é hoje.
Outra questão da pauta referiu-se às férias e recesso, “virou um inferno”. Defendeu regras claras já que isso não ocorreu em dois anos. Frange, por fim, disse que tem “muita esperança na gestão de Chalita, pela sua sensibilidade” - e que é isso que a Educação precisa - “muito mais que um gerente”
CHALITA
O secretário Gabriel Chalita disse que não considerou as manifestações como expressões de raiva e, sim, que viu ali “pessoas valentes, guerreiras”... E que gosta de escutar e assim aprender – “e fico aqui refletindo e fazendo uma dialética interna, para ver como aproveitar as ideias e sugestões e por coloca-las em prática”.
Disse que é favorável aos convênios e os defende – “O que importa é a criança” – e que define os convênios como um bem maravilhoso e não um mal necessário, como afirmam alguns.
O secretário afirmou que não admitirá que educadores sejam destratados nas Delegacias Regionais e em outros órgãos da Secretaria. “O educador tem que ser educado. Dói saber que educadores são mal atendidos nas DRE's”, disse.
- A minha linha é a do diálogo, não é a de retaliar ninguém.
Por fim explicou sobre o seu plano para ataca a demanda reprimida por vagas. Disse que está buscando apoio junto aos empresários e que já tem resultados positivos, citando a rede Carrefour como um deles.
“Não vamos deixar nenhuma criança para trás” – garantiu Chalita.

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