Na ocasião, o Vereador PAULO FRANGE questionou a falta de fiscalização nas lavanderias do município e manifestou interesse em intensificar a fiscalização nos hospitais e nos shoppings centers da cidade. “A COVISA deve intensificar a fiscalização nos equipamentos de ar condicionado nos shoppings e verificar se esses aparelhos estão realmente obedecendo às regras de segurança”, ressaltou.
O presidente da Abraseco, Nelcindo Antonio do Nascimento aproveitou para convidar os vereadores, membros da CPI da Covisa, para visitarem as lavanderias associadas e colocou-se à disposição para eventuais dúvidas e orientações. “Nossos associados estão cumprindo rigorosamente à legislação”, afirmou. Atualmente, a entidade conta com 320 associados.
Outro problema detectado pelo Vereador PAULO FRANGE são as lavanderias convencionais que utilizam água na lavagem. “Nós não temos segurança de quem é que cuida do efluente, ou seja, da água suja da lavagem que sai dessas lavanderias. Também não temos segurança de onde essa água é tirada. É água da Sabesp ou de poços clandestinos, já que alguns já foram notificados pelo Daee e pela Cetesb para serem fechados mas que vêm sendo utilizados”, criticou Paulo Frange.
A CPI da Covisa também discutiu as ONGs que atuam nos mutirões de castração de cães e gatos promovida pela prefeitura de São Paulo.
O Vereador pediu mais cuidado e atenção aos animais expostos nestes mutirões feitos em espaços improvisados.
A CPI recebeu uma denúncia da dona-de-casa Sonia Regina de Souza Dintof que teve seu animal de estimação morto após cirurgia de castração no início do ano feita por uma ONG. PAULO FRANGE juntamente com os vereadores da Comissão questionaram o trabalho da COVISA e as medidas tomadas após o episódio.
Para a enfermeira sanitarista do Centro de Zoonones, Sandra Regina Brandão Tavares, os mutirões são 100% acompanhados por profissionais da entidade em todas as clínicas e ONGs cadastradas. Nosso papel é orientar a população sobre o cuidados com os animais antes da cirurgia. “O óbito aconteceu como qualquer outro procedimento cirúrgico”, afirmou.

Covisa não tem estrutura para ficalizar lavanderias
Os agentes da Covisa não têm conhecimento técnico para fiscalizar o funcionamento das máquinas das lavanderias a seco. Eles também não fiscalizam a cada três meses as lavanderias que funcionam em shoppings centers nem a cada seis meses as empresas que se localizam em ruas.
As lavanderias a seco utilizam nas lavagens um solvente chamado cloroetileno (TCE), produto que durante o seu uso emana gases cancerígenos. Inalado pode produzir efeitos adversos no sistema nervoso central, fígado e pulmões e batimento anormal do coração, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
As informações foram dadas pelo presidente da Associação Brasileira de Limpeza a Seco, Nelcindo Antonio do Nascimento, e pelo representante do Sindicato de lavanderias e Similares no município de São Paulo (Sidlav), Edson Di Nardi, que prestaram esclarecimentos, nesta terça-feira (10/08), aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar e apurar eventual deficiência no desempenho da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa).
Após ouvir os depoimentos, a vereadora Sandra Tadeu (DEM) desabafou: “Nós vereadores precisamos melhorar o orçamento da Covisa, pois ela se encontra desprotegida. E, em consequência, a saúde da população também. Não porque seus técnicos não tenham competência, mas porque não tem infraestrutura suficiente para realizar uma fiscalização adequada”.
Contaminação
Já o vereador Paulo Frange (PTB) disse que no mundo inteiro já se tratou desse assunto com responsabilidade, mudando o tipo de equipamento de lavagem a redução do produto foi de 70%. "No Brasil, a lei é clara desde 2004 para que os equipamentos sejam herméticos, ou seja, absolutamente fechados para que não contamine o meio ambiente. Isso não vem acontecendo”, disse Frange
De acordo com o parlamentar, “o grande problema é quando essas lavanderias estão em ambientes fechados, como shoppings centers – e grande parte delas está ou até mesmo em supermercados. As máquinas deixam vazar esse produto derivado de amônia dentro desse espaço, onde a circulação do ar condicionado é para todos e, portanto, leva risco a terceiros, além do risco que oferece ao operador que nem sempre está paramentado como determina a legislação”.
Outro problema são as lavanderias convencionais que utilizam água na lavagem. “Nós não temos segurança de quem é que cuida do efluente, ou seja, da água suja da lavagem que sai dessas lavanderias. Também não temos segurança de onde essa água é tirada. É água da Sabesp ou de poços clandestinos, já que alguns foram notificados pelo Daee e pela Cetesb para serem fechados?”, questionou Paulo Frange.
Crédito da foto: Juvenal Pereira
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