
O vereador PAULO FRANGE é vice-presidente da CPI de Danos Ambientais (Apurar e investigar danos ambientais e seus respectivos passivos, decorrentes do exercício de atividades e práticas industriais e econômicas inadequadas, irregulares ou ilegais), instaurada em 04 de março de 2009 na Câmara Municipal de São Paulo e participa ativamente de todas as discussões. Desde então, a CPI de Danos Ambientais apura uma das maiores contaminações do solo de São Paulo e hoje trás uma boa notícia para os moradores de Santo Amaro. A região do entorno do canal Jurubatuba, contaminada desde 1981, apresenta alta concentração da substância “organoclorados”, cancerígena e extremamente danosa à saúde do homem. Graças ao intenso trabalho da CPI, a primeira grande atitude para minimizar o problema foi definida. O DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) restringiu o uso da água numa área de 15 quilômetros quadrados ao entorno do rio Jurubatuba. Dessa forma, não serão permitidas novas perfurações no solo para abertura de poços artesianos e construções profundas, abaixo do subsolo. Há algum tempo, esta área é foco para novas construções. Aproveitando o baixo valor do quilômetro quadrado, o setor imobiliário tem investido fortemente no aumento da demanda habitacional.
Por 30 anos, a região de Jurubatuba foi pólo industrial, na área de manufatura de produtos químicos orgânicos, elétricos eletrônicos, farmacêuticos e produtos plásticos. Com o passar dos anos, muitas indústrias abandonaram os terrenos que ocupavam e deixaram restos significativos provindos de substâncias químicas utilizadas no desengraxe das máquinas – os contaminantes mais comuns encontrados nesses locais são os metais e solventes halogenados (cloro do tetracloroeteno (PCE), tricloroeteno (TCE), dicloroeteno (DCE) e cloreto de vinila (CV). Estas substâncias, altamente permeáveis, foram absolvidas pelo solo, subsolo e lençol freático, sendo identificada à contaminação da água subterrânea no entorno da localidade.
Entretanto, a contaminação por organoclorados provém de múltiplas fontes. Uma delas é manuseio incorreto e descarte de substâncias químicas de alta toxicidade, associados à precária rede de coleta de esgoto. A extensão da contaminação acontece às margens do canal Jurubatuba, desde as imediações do Aterro Santo Amaro, até os primeiros quilômetros do rio Pinheiros e às margens do canal Guarapiranga.
Um problema que vem se arrastando há 30 anos. Uma região sempre esquecida pelo Poder Público. Um descaso com os moradores. Ao todo, uma área de 120 quilômetros quadrados já foi analisada, totalizando 513 poços artesianos avaliados, sendo desativados os pontos que aprestaram problemas. Contudo, um dos objetivos da CPI é delimitar a área de restrição e controle do uso das águas subterrâneas da região drenada pelo canal Jurubatuba, Guarapiranga e Rio Pinheiros, reduzindo o risco de contaminação dos poços e minimizando o espalhado de contaminantes nos aquíferos, com o intuito de proteger a saúde pública e preservar as condições naturais do local. Certamente, levará um tempo para que a toda a área contaminada seja contida, mas, esta é uma vitória da CPI e de toda a população e de toda a população.
O vereador PAULO FRANGE continuará lutando ativamente em busca de soluções que impeçam a proliferação de substâncias químicas que tanto coloca em risco a saúde da população da cidade de São Paulo. Muita coisa ainda precisa ser feita, e este, já é um importante passo.
Foto: Rio Jurubatuba - extraída do site http://www.santoamaroonline.com.br/fotos/riojurubatuba.htm
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