quinta-feira, 7 de agosto de 2014

ENTREVISTA - Vereador Paulo Frange esclarece sobre o Plano Diretor Estratégico



Muita gente ainda não se deu conta da importância do Plano Diretor Estratégico, aprovado em junho/2014, pelos vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, que pela primeira vez busca mudar diretrizes da Cidade, objetivando, dentre outras coisas, modelá-la para as próximas décadas, sem mais deixar que a cidade cresça horizontalmente por sobre a Serra da Cantareira e em áreas rurais da Zona Sul. Para tanto, foram criadas também diretrizes importantes para a aproximação emprego-moradia.

Conversamos com o médico cardiologista e vereador Paulo Frange, que teve importante participação como vice-presidente da Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal, na coordenação das audiências públicas e discussões que envolveram o Plano Diretor Estratégico de São Paulo, aprovado agora.

Ele lembrou o trabalho árduo da Comissão:
- Foi um amplo processo de escuta da população, em 62 audiências públicas, com 6 mil participantes e 2.200 contribuições da população, 1031 propostas protocoladas ou via hotsite.

Sobre o processo de escuta da população afirmou:
- O PDE foi debatido por quase um ano na Câmara, período no qual incorporou dezenas de contribuições dos vereadores e da sociedade em geral. Estou em meu quinto mandato e nunca vi nessa casa um processo de trabalho legislativo com essa intensidade, com tantas audiências públicas.

Sobre os avanços do Plano Diretor, disse:
Com o novo Plano Diretor, ZEIS (Zonas de Interesse Social), serão demarcadas em áreas com assentamentos precários e informais, como favelas localizadas nas periferias, que precisam ser urbanizadas e regularizadas do ponto de vista fundiário. Assim, essas áreas irão garantir moradia com qualidade para aqueles que vivem nessas regiões, que poderão ter um endereço, documento, receber infraestrutura e ser, enfim, parte da cidade.

Em termos regionais, houve algum benefício?
- Sim, eu próprio tive aprovadas Emendas que beneficiarão a Zona Norte/Santana, Região Noroeste/ Pirituba, com subsídios, no capítulo que trata dos polos estratégicos de desenvolvimento econômico, são setores demarcados na Macroárea de Estruturação Metropolitana e situados em regiões de baixo nível de emprego e grande concentração população.

O Polo Noroeste, correspondente ao subsetor Raimundo Pereira de Magalhães/Anhanguera; O Polo Norte, correspondente ao subsetor Av. Cel. Sezefredo Fagundes até a Marginal Tietê. Outro artigo diz sobre a criação de Área de Intervenção Urbana (AIU) Parque Tecnológico do Jaguaré.

E agora, qual a próxima pauta importante da Câmara?

— Foram nove meses de votação, praticamente uma gestação. Agora temos que cuidar dessa criação e acompanhar os próximos passos. O que aprovamos agora são as diretrizes gerais. Em seis meses, vamos discutir o projeto de lei de uso e ocupação do solo, quando vamos falar sobre cada quadra da cidade e como elas devem ser ocupadas — disse o vereador Paulo Frange (PTB), um dos favoráveis ao projeto.

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